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Ilha de Santa Catarina em Capítulos I

CAPÍTULO I

HISTÓRICO DA ILHA DE SANTA CATARINA.

A Ilha de Santa Catarina, outrora denominada “Ilha dos Patos”, foi descoberta em 1515 pelo navegante espanhol Juan Díaz de Solís, em viagem pelo Sul do Brasil.  A Ilha de Santa Catarina, com seu porto denominado Nossa Senhora do Desterro,  provida de duas importantes baias, representava  uma das principais portas de acesso ao Brasil Meridional. As excelentes condições de abrigo às embarcações, oferecidas pelas duas baias, bem com a generosidade dos habitantes nativos permitira à Ilha se tornar em porto de abastecimento e ponto estratégico para o Atlântico Sul e Bacia do Prata.

Juan Díaz de Solís, nasceu em 1470 na Cidade de Lebrija na Espanha e morreu em 1516 em Punta Gorda no Uruguai.

Pelo perfíl de navegador, partiu para explorar o Novo Mundo com interesse científico de pesquisa e exploração e mapeamento cartográfico do Cone Sul da América do Sul . Uniu-se em 1508 a Vicente Yáñez Pinzón, irmão de Martin Alonso Pinzón.
Em 1512 iniciou a exploração para chegar ao Rio da Prata, até então desconhecido, descobrindo e explorando os territórios adjacentes.
O mapa elaborado a partir dos dados de Díaz de Solís, foi fundamental para a viagem de Fernão de Magalhães.
Depois da morte de Américo Vespúcio, era Díaz de Solís quem ocuparia o cargo Piloto Mor devido à experiência náutica como piloto da Casa da Índia de Portugal.
O capitão da expedição ao Rio da Prata foi morto pelos índios charruas ou pelos índios guaranis (há controvérsias entre historiadores), tocaiados às margens do estuário. O relato é da existência de índios antropófagos, o que excluiria os charruas.
O piloto real Francisco de Torres, cunhado de Solís, assumiu o comando da flotilha na volta à Espanha. Uma das caravelas separou-se das demais e, ao aproximar-se da Ilha de Santa Catarina na baía sul, naufragou.

CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

Os primeiros registros da presença de imigrantes Europeus, datam do Século XVI, coincidentemente com a invasão dos exploradores madeireiros e posseiros interessados em se apossar do território. A ilha na verdade, já era habitada exclusivamente por índios carijós e teve vários nomes como Ilha dos Patos e Meyembipe, que significa ilha costeira. Muitas invasões em busca de explorações desastrosas por madeira se deram pelo sul por Espanhóis e Portugueses, que se fixaram na região onde viria obviamente a ser chamada de Desterro. Em 1530 por ocasião das Capitanias Hereditárias, repartindo o litoral a partir do Maranhão até Santa Catarina em 12 partes, a Ilha de Santa Catarina passou a pertencer a Capitania de Santo Amaro e Sant’ana, área esta doada pelo império português a Pero Lopes de Souza em 1534, onde se iniciou vários vilarejos, Nossa Senhora do Rio São Francisco, em 1658, Nossa Senhora do Desterro em 1662 e Santo Antonio dos Anjos da Laguna em 1682. A fundação do povoado de Nossa Senhora do Desterro, foco de nossa história, ocorreu através do bandeirante paulista, Francisco Dias Velho em 1651, em 1678 foi edificada a Capela de Nossa Senhora do Desterro, que basicamente deu origem a cidade atualmente conhecida como Florianópolis. Na segunda metade do Século 17 teve início a fundação de diversas vilas no litoral catarinense, entre elas  Nossa Senhora do Rio São Francisco (1658), Nossa Senhora do Desterro (1662) e Santo Antônio dos Anjos da Laguna (1682). Com o falecimento de Franciso Dias Velho em 1679, iniciou-se uma decadência do povoado com estagnação total da economia da região, mesmo com o reforço com a vinda de povoado das regiões de São Francisco do Sul, Cananéia, Paranaguá, Santos e São Vicente, que veio a se concluir em 1700.  Ainda em 1680, com a criação da Colônia de Sacramento, o povoado é elevado em 1726 à condição de Vila de Nossa Senhora do Desterro. Em 1730 com a criação da Freguesia o núcleo central da Ilha de Santa Catarina passou a chamar-se de Freguesia de Nossa Senhora do Desterro e posteriormente Desterro.

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