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Ilha de Santa Catarina em Capítulos II

CAPÍTULO II

CRIAÇÃO DAS FORTALEZAS

A Ilha de Santa Catarina sempre foi alvo de cobiça de estrangeiros, por situar-se no cone sul, estrategicamente na rota das naus que demandavam a Bacia do Prata e, como os reinos de Portugal e Espanha disputavam a partir de 1735 a Colônia de Sacramento, os ânimos se exaltaram.   Na eminência de um ataque Espanhol, o General Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, relatou ao Rei de Portugal D. João V a necessidade de fortificar a Ilha de Santa Catarina, tendo sido nomeado em 1739, o engenheiro militar José da Silva Paes, governador e comandante militar da área, que iniciou a construção das fortalezas, para bem desempenhar a missão que lhe foi confiada.

Gomes Freire de Andrade nascido em Viena em27 de janeiro de 1757 e morreu em Forte de São Julião da Barra por enforcamento, em 18 de outubro de 1817 foi um general português com uma longa história de conquistas.

AS FORTALEZAS DA ILHA DE SANTA CATARINA

Na parte norte foram construídas  as fortalezas:  Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim,  uma das maiores do Brasil;  São José da Ponta Grossa e Santo Antonio do Ratones e a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição na Ilha de Araçatuba, completando o fechamento da barra sul.  As fortificações obedeciam aos padrões militares da época, mas o material bélico era deficiente. Com o advento das primeiras fortificações, obviamente houve incremento com a imigração populacional para área, criando-se cargos públicos promovendo a vinda de titulares graduados com suas famílias, dando origem as primeiras guarnições, estimulando sobremaneira a ascensão econômica da então Vila de Nossa Senhora do Desterro.   Portanto, entre 1748 e 1756 a região foi povoada com a migração de aproximadamente 6000 indivíduos, dos quais aproximadamente 50 madeireiros. Com o advento migratório foram fundadas diversas freguesias, dentre as quais: São João do Rio Vermelho, Canasvieiras, Lagoa da Conceição, Santo Antonio de Lisboa, Santíssima Trindade e Ribeirão da Ilha esta última a mais preservada. Os açorianos passaram também para a área continental, a partir de Armação da Piedade situada no município de Biguaçú, atualmente separado e conhecido como Município de Governador Celso Ramos, onde os vestígios e permanência da cultura açoriana são destacadamente reconhecidos pelos usos e costumes até os dias de hoje, espalhando-se pelo litoral, até o Rio Grande do Sul. Em governos posteriores ao de José da Silva Paes, foram construídos fortes menores de apoio como Santana, São Francisco e São Luiz, São João e Santa Barbara que em sua totalidade dispunham de cerca de 116 canhões e que se mostraria mais tarde insuficientes para deter a invasão espanhola em 1777 com 834 bocas de fogo, esquadra esta dominada pelo então Governador e Capitão Geral,  D.Pedro de Cavallos Cortezy Calderon

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