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Ilha de Santa Catarina em Capítulos IV

CAPÍTULO IV

RESTITUIÇÃO DE DESTERRO AO DOMÍNIO PORTUGUÊS

Pelo tratado de Santo Idelfonso, que traçou os limites na América do Sul entre os dois reinos em 30 JUN 1778.  A Ilha de Santa Catarina foi restituída aos portugueses,  em 2 de agosto de 1778,  e por conseqüência do tratado, zarpou o que restava da guarnição espanhola.   No século XIX a já então Desterro foi elevada à categoria de cidade, passando ser a Capital da Província de Santa Catarina onde prosperou com o incentivo federal, dando início a construção de edificações públicas, construções civis, organizações e atividades culturais e literárias. Com o advento da República em 1889 e a resistência local à administração central imperial, o distanciamento e a falta de incentivo  e a vitória das forças comandadas pelo Marechal Floriano Peixoto em 1894 levou mais tarde Desterro a ser chamada de Florianópolis em homenagem ao referido Marechal. Entretanto, episódios lamentáveis mancharam de sangue a história, no Governo de Floriano Peixoto que utilizou como palco de terror as Fortalezas de santa Catarina e especificamente a mais citada, a de Anhatomirim, para sacrificar civis e militares acusados de monarquistas, por ocasião da revolução federalista, iniciada em seu governo, chefiada pelo Almirante Custódio de Melo no Rio de Janeiro, precedida pela Revolta Armada que estendeu-se até Desterro, onde travou-se a batalha com o afundamento do encouraçado Aquidabã.

Floriano Peixoto, covardemente envia o Coronel Moreira Cesar para abafar as últimas resistências e manda fuzilar os militares, como foi o caso do Marechal Gama D’Eça – herói da Guerra do Paraguai, o comandante Lorena que chefiava o governo local e outros oficiais da guarnição e, entre os civis, figuras de destaque no mundo político considerados “monarquistas”  incluindo três engenheiros navais franceses que reparavam as avarias sofridas pelos navios dos revoltosos. Hoje, quem visita as fortalezas da Ilha de Santa Catarina percebe em seu silencio tétrico  que suas paredes escurecidas e cheias furos de bala, escondem a emoção daqueles que as construíram com suor e lágrimas e onde tantos tombaram vítimas de seus ideais, mas que revivem na memória de todos os brasileiros.

Ao entrar no século XX, a cidade passou por muitas transformações destacando-se a construção civil, implantação das redes de energia e saneamento básico culminando com a construção da Ponte Hercílio Luz, marcos do desenvolvimento urbano, afirmando-se Florianópolis, como Capital do Estado de Santa Catarina.  Florianópolis hoje, encontra-se embasada nas atividades de comércio, indústria do vestuário e informática. A área territorial do Município de Florianópolis compreende  436,50km2, sendo 424,40km2 na ilha de Santa Catarina e mais a área continental com12,10 km2. possuindo doze distritos administrativos a saber: Sede, Lagoa da Conceição, Pântano do Sul, Ratones, Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa, São João do Rio Vermelho, Campeche, Barra da Lagoa, Canasvieiras, Ingleses do Rio Vermelho e Cachoeira do Bom Jesus.

Dentre os atrativos turísticos, estão elencados um circuito cultural de grande importância turística, como suas lindíssimas praias, trilhas ecológicas, sítios arqueológicos datados de mais de 4000 anos, casarios coloniais datados de 1800, ainda bem conservados e tombados ao patrimônio histórico a exemplo das fortalezas restauradas pela Universidade Federal de Santa Catarina.   Florianópolis ainda conserva usos, costumes e folclore de seus antepassados açorianos que caracterizam a cidade como uma beleza impar a ser visitada e apreciada, como diz na letra do poeta, “Um pedacinho de terra perdido no mar, jamais a natureza reuniu tanta beleza jamais algum poeta teve tanto pra cantar”.

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