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Ilha de Santa Catarina em Capítulos V.3

CAPÍTULO V

Ilhas Satélites da Ilha de Santa Catarina

Ilha do Campeche

Este paraíso com 381.648 m2 faz frente para a praia do campeche, adjacente a Florianópolis pelo lado leste.  A denominação campeche, deve-se a uma leguminosa chamada de pau campeche, cujo nome científico é “Haematoxilon Campechianum”. Houve na Ilha do Campeche uma ocupação milenar, que deixou vestígios arqueologicos interessantes como “inscrições rupestres”, 167 gravações representando 53% das inscrições existentes em toda a Ilha de Santa Catarina. Trata-se da maior quantidade de inscrições rupestres do sul do Brasil.     Além dessas incrições, são encontradas tambem, na Ilha do Campeche, “oficinas líticas’,  que são sítios localizados em rochas fixas (suporte), cujas evidências de ação humana são conjuntos de sulcos (amoladores) e  verdadeiros panelões arredondados e ligeiramente aprofundados sobre a superfície da rocha, indicando o local onde os antepassados, há milenios, afiavam seus instrumentos de pedra.  No dia 27 de outubro de 1845, esta Ilha foi visitada por comitiva imperial, D.Pedro de Alcantara e sua Esposa, que percorreram também alguns arraiais e freguesias ao entorno da Ilha de Santa Catarina.  Atualmente a Ilha do Campeche é ocupada pelo Clube de Caça Pesca e Tiro Couto Magalhães, fundado em 1940, razão social esta que não combina com reserva ecológica e muito menos com área de preservação permanente.  Outro fato lamentável foi a cessão parcial deste santuário ecológico pelo Serviço de Padrimonio da União, para ocupação por particulares como João Jorge dos Santos e para a Empresa de Pesca Pioneira da Costa.  Graças aos serviços de alguns pescadores e mergulhadores imbuidos em preservação, são ministrados na área, serviços educativos ambientais e de equilíbrio ecológico.  A ilha do Campeche recebe diariamente, nos períodos de verão, grande número de visitantes que são responsáveis pela depredação dos sítios arqueológicos e pela degradação ambiental de forma generalizada. Além dos dejetos jogados no meio receptor, muitas  trilhas se tornam intransitáveis, a vegetação e a fauna local sofrem os mais diversos tipos de  agressões e o lençol freático encontra-se totalmente comprometido pela poluição há muitos anos, assim como  grande parte  dos mananciais da encosta voltada para Oeste. Tendo em vista o avançado processo de degradação ambiental e a falta de controle sobre turistas e pescadores amadores na ilha e em seus arredores, é importante ressaltar que esta ilha, amais bela de todas que formam o arquipélago da Ilha de Santa Catarina, necessita urgentemente de um Plano de Ordenamento e de Manejo Ambiental, bem como a implantação de um Programa de Diretrizes sobre o processso de ocupação e de atividades turísticas.

Ilha dos Corais

Situada a 5,60 milhas náuticas da ponta sul da Ilha de Santa Catarina, adjacente ao Município continental de Paulo Lopes, fica situada a Ilha dos Corais, área granitica quase que estéril, seu nome se origina pela presença de corais brancos e rosa claro, cujas cores são bastante apreciadas.   Nesta Ilha são encontradas as Tacoatiaras, inscrições rupestres situadas nas superfícies planas dos rochedos, de grande importancia para a arqueologia, a exemplo de outras inscrições existentes em outros pontos da Ilha de Santa Carina e em outras partes do Estado.   Até maio de 1999, viveu lá um hermitão, de nome João Manoel Borges, originário do Município de Paulo Lopes, que teria se dirigido para Ilha em 1965 em razão do falecimento de sua esposa em trabalho de parto,  João D’Agerca como era conhecido passou a ser um lendário por seus contos e causos e por sua vivencia durante 44 anos num ambiente bastante hostil, viveu inicialmente na ilha com suas quatro filhas mas que com o passar dos anos na medida em que foram crescendo e se casando, seu João passou a morar literalmente sozinho, tirando da Ilha todo o seu sustento.     Devido a um derrame cerebral, seu João (o mais idoso na foto com alguns de seus amigos) deixou a Ilha dos Corais, seu rebanho de cabras e lagartos que se alimentavam literalmente em sua mão como dizia ele com todo orgulho e obviamente  por já estar integrado ao meio ambiente da Ilha dos Corais, deixando a todos que o visitaram na Ilha, este legado de receptividade e de amizade, características do povo com decendencia açoriana, cujas raízes se espalharam pelo sul do Brasil.

Ilha Deserta

Próxima há duas milhas da Ilha do Arvoredo, em direção NE, a Ilha Deserta faz parte do arquipélago do Arvoredo juntamente com a Ilha das Galés e Calhau de São Pedro, que estão jurisdicionadas ao Ministério da Marinha, integrando a reserva biológica marinha da Ilha do Arvoredo, cuja pesca é literalmente proibida na área.

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