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Ilha de Santa Catarina em Capítulos V.4

CAPÍTULO V

Ilhas Satélites da Ilha de Santa Catarina

Ilha Dona Francisca Também conhecida como lha Dna Maria Francisca ou Ilha das Canas, situa-se próximo a Ilha do Garcia adjacente ao manguezal da Tapera, próximo ao Ribeirão da Ilha e destaca-se apenas pelo aspecto paisagistíco da região.

Esta ilha, que conta com energia elétrica, é ocupada por algumas famílias e é notada a presença de casarios.

Nos períodos de maré baixa, é possível o acesso de caminhões e ou a pé devido ao processo de açoreamento que formou uma flexa de areia ligando esta ilha à ilha de Santa Catarina.

Futuramente, o processo de açoreamento que vem ocorrendo sistematicamente, fará com que esta ilha deixe de ser ilha para se transformar em Tômbolo.

O acesso se dá a Partir do Campeche pela SC 405, em seguida Rodovia Aparício Ramos, depois Rodovia Açoriana e finalmente Rua da Ilha e caso queira adentrar a Ilha, com maré baixa.

Para as fotos de recordação, o melhor caminho seria a prainha próximo a Servidão Beiramar onde se pode contemplar as belezas do manguezal ainda preservado que ladeiam a Tapera do Ribeirão da Ilha ou mesmo pela Rodovia Baldicero Filomeno, que o conduz para a Barra do Sul no extremo sul da Ilha de Santa Catarina.

A ilha recebeu o nome de Dona Francisca, pois foi um presente de Dom Pedro I dado a sua amante Francisca.

Ilha do Francês – Este paraíso fantástico composto de mata atlântica rodeado por costão rochoso e uma praia aconchegante, encontra-se situada há 1.000 metros da Ponta de São Francisco na parte oeste da praia de Canasvieiras, é também conhecida por Ilha do Argentino, Ilha do Ignácio, Ilha de São Francisco e Ilhota. Diferentemente do que demonstra alguns documentários indevidamente apurados. A Ilha do Francês, teve como seu posseiro e habitante por aquisição de um argentino no final do século XIX, o Luxemburguês, Jean Ignaci Schroeder considerado pelos nativos como alemão, naturalizado brasileiro com o nome de identidade, João Ignácio Schroeder, estabelecido inicialmente na colônia de São Pedro de Alcântara em 1874, tendo contraído matrimônio com Ana Schabo, e vindo a habitar a Ilhota de fato, pelas referencias históricas, no mesmo ano, lá constituindo família. Jean Ignaci Schroeder é relatado historicamente e erradamente como Ignácio Schrader, talvez pela origem e pela dificuldade de pronuncia era também conhecido por João Xerêda ou Inácio Xerêda e provavelmente, por consequência, relatado erradamente por terceiros, para as pesquisas que se sucederam ao longo dos anos, passando o relato a ser conhecido como verdadeiro. O Casal Jean Ignaci Schroeder e Ana Schabo, já instalados na Ilhota, tiveram 11 Filhos, dos quais dois não sobreviveram ao nascimento, restando-lhes os demais a saber pela ordem de nascimento: Catarina, Antonio, Juvenal, Augusto, Leonardo, Bertoldo, Maria, Ernesto, e por ultimo Rosalina Schroeder a caçulinha, carinhosamente chamada pelo pai, de SIBIDICA, que mais tarde passou a se chamar Rosalina de Azevedo, Nascida em 12 MAR 1896 na localidade de Canasvieiras, falecida em 1986 com 90 anos de idade, autora deste fiel relato, confirmado na íntegra com toda a lucidez, por sua filha também caçula, Orlandina de Azevedo Silva, também carinhosamente conhecida por KIKA, atualmente com 83 anos de idade, e ratificado por sua bisneta Renata Schroeder Bion que possui acervo de documentos que comprovam a veracidade dos fatos. Esta família viveu literalmente do cultivo de orquideas, raridades que eram exportadas a partir da ilhota através das embarcações estrangeiras que por alí aportavam, e da pesca, que era abundante na região, no início do século XX. A partir de então, aproximadamente em 1916, a Ilhota foi vendida para João Eduardo Simonds e John Willianson e depois revendida para outros ocupantes como Antonio Emílio Muniz Barreto, Emílio Júlio Muniz Barreto e Diego Muniz Barreto, tendo a família de Jean Ignaci Schroeder mudado para a localidade de Barreiros SJ, na Rua que leva o nome atual de Heriberto Hulse, próximo ao Cemitério de Barreiros. Mais tarde, enfocando os dias atuais, que motiva a fidelidade, não só por este relato, mas pelas cópias de certidões de casamento, a caçula Rosalina Schroeder, casou-se com Alcino Cipriano de Azevedo, passando-se a chamar Rosalina de Azevedo e tiveram os seguintes filhos: Osmar, Marinho, Ondina e Orlandina de Azevedo. Por sua vez, Orlandina de Azevedo casou-se com Pedro Silva, passando-se a chamar Orlandina de Azevedo Silva, que tiveram os filhos: Marli, Mauri e Mario Cesar Silva, cujas certidões de nascimento espelham a descendência direta deste braço da árvore genealógica de Jean Ignaci Schroeder. É sabido, que existem descendentes que detém parte desta história, como filhos, netos e bisnetos dos descendentes diretos de Jean Ignaci Schroeder que poderiam enriquecer sobre esta bela história, mostrando sua árvore genealógica, o qual me coloco à disposição para edita-la e acrescentar a este documentário e a este site. Ao governo de Santa Catarina, clamo pela reversão de concessões daquela área, hoje em poder de argentinos, quando na verdade deveriam permanecer aos cuidados da União, por tratar-se de área de preservação permanente.

Ilha das Galés Esta Ilha leva o nome Galés devido ao seu formato, lembrando uma embarcação galé. Assim como a Ilha do Arvoredo, a Ilha das Galés era e ainda é referencial para quem navega proveniente do Norte do Brasil, em direção a Ilha de Santa Catarina, objetivando sua entrada pela baia Norte. Esta Ilha integra também a reserva biológica Ilha do Arvoredo. A Ilha das Galés é um dos mais importantes locais de acasalamento de aves marinhas da costa brasileira. É lá também que aconteceu o naufrágio do cargueiro Lili, afundado em 1958 durante um nevoeiro. A embarcação encontra-se dividida ao meio e a uma profundidade superior a 5 metros. O mergulho lá pode ser feito até por iniciantes, podendo-se observar tartarugas marinhas, arraias e frades. Outro local apropriado para o mergulho é o Portinho, bastante procurado por mergulhadores iniciantes e para a prática do snorkeling. Nesta enseada bem protegida é possível encontrar cavalos-marinhos, linguados e várias espécies de peixes pequenos e coloridos, que já estão habituados com a presença humana. Para os mergulhadores mais experientes, o lado de fora da ilha abriga peixes de grande porte como garoupas e robalos.

4 comments to Ilha de Santa Catarina em Capítulos V.4

  • Eddie

    João Ignácio Schroeder, meu tataravô….
    João Ignácio -> Catarina -> Elizete -> Eddie

  • elias.maf

    Olá Eddie!
    Voce está vendo como é fantástica a tua história?
    A senhora que voce viu na foto, é a Rosalina (sibidica),a caçulinha, irmã de tua bisavó Catarina, filha mais velha de João Ignacio Schroeder.
    Sou casado com Marli uma das netas de Rosalina (sibidica) e ficaria honrado em te conhecer pessoalmente.
    Meu endereço é elias.maf@uol.com.br e moro no balneário.
    Entre em contato pelo e’mail e te repasso mais dados.

  • Marne Schroeder

    Amigo Elias,
    Fiquei emocionado em ler o teu artigo a respeito dos nossos familiares que tiveram sua origem na Ilha, hoje chamada de Ilha do Francês. Realmente foi um relato muito fiel sobre a nossa família. O meu pai se chamava Antonio Ignácio Schroeder, realmente o Ignácio éra originário do nome do Vovô. Sobre o que você relatou não tenho nada a acrescentar, sómente te parabenizar pelo trabalho que foi e é muito importante para todos nós da família. Um grande abraço. Vamos continuar nos comunicando.

  • elias.maf

    Olá Marne!
    Obrigado pelo comentário, mas já enviei pela minha cx postal alguns retornos que você irá ficar de queixo caído, tenho absoluta certeza.
    Mostrei pra Neli e pro Volney.
    Se topares, vamos reconstruir a história da Ilha do Francês com mais riqueza de detalhes é muito legal!
    Quero mesmo resgatar esta historia, pois diz respeito a Bisneta do seu João provavelmente (Johan) a Marli minha querida companheira.
    Abraço

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