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Ilha de Santa Catarina em Capítulos V.7

CAPÍTULO V

Ilhas Satélites da Ilha de Santa Catarina

Ilhas dos Ratones

Situadas na Baia de São Miguel, à nordeste da Ilha de Santa Catarina, sobre a costa de Sambaqui, na região denominada Baia de São Miguel.  Estas ilhas (em número de duas – Ilha Ratão Grande e Ilha Ratão Pequeno) perfiladas longitudinalmente se parecem com dois ratões que em espanhol se lê ratones.  Outra versão aponta para o fato dos cabos de atracação serem roídos pelo atrito com as pedras encracadas de ostras e mariscos, dando a impressão de serem roídas por grandes ratos. A Ilha Ratão Grande, com altitude máxima de 57m, encontra-se coberta por vegetação aracterística da Mata Pluvial Atlântica. Na extremidade setemtrional desta ilha, existe um pequeno porto com trapiche e na encosta-se a Fortaleza de Santo Antônio, construida no Século XVIII. Mais tarde, após ter sido desativada, suas instalações foram aproveitadas para um “lazareto”, que abrigou doentes com moléstias contagiosas. Em 1938, a fortaleza foi tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional e em 1991 o conjunto arquitetônico que constitui a Fortaleza Santo Antônio de Ratones foi restaurado e passou a servir como atrativo turístico de grande importãncia. Essas duas ilhas integram a Estação Ecológica dos Carijós.   A Ilha Ratão Pequeno, com altitude máxima de 46m, é recoberta igualmente por vegetação da mata Atlântica. Esta ilha já foi propriedade particular do Dr. Henrique Schutel, parte de suas terras foram cultivadas e já serviu de abrigo para pescadores.  É importante ressaltar que na parte Centro-Leste da ilha, existe uma pequena praia. Existe também na ilha, um farolete em uma torre metálica cilíndrica com 6 m de altura, de cor branca, sobre uma plataforma de concreto armado.

Ilha do Xavier

Esta Ilha em particular situada ha 5km a Leste da praia mole, é lendária, pelos mitos dos ribeirinhos, sobre os supostos tesouros lá existentes, pelos contos e narrativas de europeus que lá se puseram em escavações na busca destes supostos tesouros escondidos por piratas em fendas de rochas e que nunca foram encontrados.   Além destes antigos caçadores de tesouros, a Ilha é hoje frequentada por mergulhadores e pescadores artesanais, em busta de abrigos, especialmente em ocasiões de tempestades.   A ilha, em sua parte mais elevada, tem 50 metros de altitude.. Sua vegetação é predominantemente herbácea, devido às queimadas e dispõe de uma pequena praia onde aportam pequenas embarcações, entretanto não há relato histórico envolvendo esta Ilha.

Ilha das Pombas

Não há referencia histórica. Trata-se de uma pequena ilhota situada na baia sul a  exatamente 4.500m a NNE da Ilha dos Cardos ou mais precisamentea900m a NNO da Ponta do Poço, na Caiacangaçu. Referida ilhota encontra-se em frente ao Bar Ilhota das Ostras, onde o ex-pescador Alvin da Cunha cultiva ostras e mariscos no entorno Sul da Ilhota e possui também uma peixaria em anexo ao bar. A Ilha das Pombas, formada de rochas graníticas e coberta por vegetação arbustiva de pequeno porte, destaca-se apenas por sua graciosidade.

Ilhas Tres Irmãs

Arquipélago composto pelas Ilhas Irmã de Fora, Irmã do Meio e Irmã Pequena. Estas ilhas se encontram  situadas no extremo Sul da Ilha de Santa Catarina, ou precisamente a 6km ao Sul da localidade de Pântano do Sul e a ESSE da Ponta do  Pasto, estando a Irmã Pequena a 1.300m desta Ponta, na região dos Naufragados. Estas Ilhas apresentam formatos e tamanhos diferentes, são providas de vasta cobertura vegetal, característica da Mata Pluvial Atlântica e cujas encostas são de rochas escarpadas, sendo pouco acessiveis exceto em períodos de calmarias, pela ausencia total de praias.  As Ilhas são utilizadas apenas  na   atividade da pesca amadora , principalmente nos dias de camaria. A Irmã do Meio, a maior das Três Irmâs, com altitude máxima de 103m possui uma área denominda “saco das bananeiras”, onde existe uma mini-enseada que permite o atracamento de pequenas embarcações, mesmo com o mar ligeiramente agitado. A área formada pelo saco das bananeiras dispõe de solo fértil e foi cultivada por diversos pescadores da localidade de Pântano do Sul, entre os quais: Gercino Belarmino da Silva, Milton Cândido Vieira e Alvim A. Guedes. Esta ilha dispõe de diversas trilhas que, partindo do saco das bananeiras, dão acesso aos pesqueiros situados nos costões voltados para os lados Leste e Sul. A Irmã de Fora, apresenta formato ligeiramente circular, e altitude máxima de 110m, dispõe de costões altos nas partes voltadas para o Norte e Leste, permite o atracamento de pequenas embarcações nos dois sacos dos costões, estando um situado na parte voltada para o Sul e outro a sudoeste. Uma particularidade desta ilha é a existência de uma casa de madeira, construida no final da década de 90, de forma clandestina. No entorna da casa, foram plantadas diversas árvores denominadas“ salgueiro ou chorão”, com o propósito de escanotear  a construção. Tráta-se de uma espécie dominante, que está se alastrando de forma rápida, podendo ocorrer futuramente o desaparecimento da vegetação nativa, que pertence a Mata Atlântica. Uma particularidade desta ilha é a existência de uma pequena oficina lítica, situada ao lado de um olho d´água, situado à montante do costão no saco da parte Sul da ilha. Estas ilhas, assim como o arquipélago dos Moleques do Sul, integram o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Atualmente está proibido a pesca nestas ilhas e em seus arredores, como tambem a extração de mariscos. É permitido apenas a pesca de mergulho e a extração de mariscos de mergulho. Tais determinações têm provocado revolta aos pescadores artesanais da região, por serem proibidos de pescar nos arredores das ilhas, sem atracar.

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