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Ilha de Santa Catarina em Capítulos VI.3

CAPÍTULO VI

Áreas de Preservação Permanente

Parques Florestais Restingas e Penínsulas

A Ilha de Santa Catarina, possui  sete parques ecológicos e duas restingas e uma peninsula a saber:

Parque da Lagoa do Peri – Razoavelmente preservado visto que por tratar-se de APP, não deveria ter invasores residentes dentro do parque, inclusive um ferro velho. este parque fica situado as margens da SC 406 nas coordenadas 27º43′S e 48º31′O

Restinga da Lagoa do Perí - Haviam recentemente ocupação de 24 residencias sobre a restinga, entre a Lagoa do Perí e a Praia da Armação, mas devido denuncias o IBAMA FATMA e FLORAN, tomaram as providencias cabíveis, mas ainda sobram alguns remanescentes.

Parque da UFSC – Este parque é monitorado pela UFSC e encontra-se literalmente preservado, fica situado as margens da SC 401, nas coordenadas 27º31′50.64″S e 48º30′39.42″O entre os sub-distritos de Santo Antonio de Lisboa e Ratones.

Parque do Tabuleirinho – Este parque, embora situado no extremo sul da Ilha de Santa Catarina, pertence ao parque da serra do tabuleiro na parte continental, porém, sofre invasões no seu extremo sul com construções ilegais de casebres sobre as pequenas restingas que lá existem, inclusive na trilha que dá acesso a praia dos naufragados.

Parque Florestal do Rio Vermelho abrangendo Região da Costa da Lagoa – Este parque possui algumas invasões, fruto da especulação imobiliária, e por outro lado sob patrocínio do Estado visando contenção das dunas da Barra da Lagoa, orgãos governamentais determinaram indevidamente o plantio de Pinheiro Americano (Pinus Eliotis)  em grande extensão do Rio Vermelho,  prejudicando sobremaneira a vegetação nativa, visto que o Pinus Eliotis é predominante, não produz frutos, necessários para a fauna. O Parque fica situado ao longo da Rodovia João Gualberto Soares, passagem entre os sub-distritos de Barra da Lagoa e Ingleses.

Parque Municipal da Galheta – Área bastante preservada, visitada por trilheiros e ou surfistas e pescadores. Fica situado as margens da SC 406 entre os sub-distritos de Lagoa da Conceição e Barra da Lagoa.

Parque Municipal da Lagoinha do Leste -  O acesso a este parque, se dá por trilha pela Armação do Pântano do Sul, por embarcação pela praia de pantano do sul e por trilha pela praia do matadeiro.   Este parque permanece bastante preservado, embora existam dois casebres ladeando a lagoinha do leste. Há duas opções de trilha, cada uma com suas vantagens. Para chegar mais rápido, pode-se fazer a caminhada em uma hora a partir da comunidade do Pântano do Sul, a partir da SC 406 passando pelo meio do mato e dos morros. É o acesso mais utilizado pelos visitantes. O chão é pedregoso e irregular, mas fácil de andar se você prestar atenção onde pisa. Depois da subida, tem-se a surpresa de uma vista fabulosa da Lagoinha. Aí é só descer e afundar os pés na areia da praia.

Parque Municipal Maciço da Costeira – Com área de 1.456 hectares, está localizado na região centro-oeste da Ilha de Santa Catarina, entre os bairros de Costeira do Pirajubaé, Rio Tavares, Lagoa da Conceição, Itacorubi, Córrego Grande e Pantanal. O relevo montanhoso que forma o Maciço da Costeira abriga rica flora, fauna e importantes mananciais de abastecimentos. Foi criado pela Lei Municipal nº 4.605, de 1995. A intenção com a criação dessa unidade foi a de proteger uma série de mananciais de água em Florianópolis. De fato, nele encontram-se as nascentes dos cursos d’água que abastecem as bacias do Rio Itacorubi e do Rio Tavares, servindo de divisor de águas entre ambas.

Restinga da Ponta das Canas – A Restinga de Pontas das Canas está localizada na região norte da Ilha. Foi tombada pelo Decreto Municipal n.º 216, em 1985. É de formação recente depositada paralelamente à linha de praia, onde ocorre por conseqüência a formação de uma nova lagoa junto a costa da Ilha. A consolidação desta restinga deve-se a cobertura vegetal que se desenvolveu, constituindo uma adaptação às condições típicas de restinga (SEPHAN, 1985). Porém, devido a especulação imobiliária o avanço sobre a restinga é notório e caminha a passos largos sujeito ao seu desaparecimento, como ocorreu absurdamente com a lagoinha da chica, caso as autoridades não tomem as providencias cabíveis.

Península Ponta do Sambaqui – Esta área foi restaurada recentemente, embora tenha sido mantida algumas  ocupações irregulares em sua entrada por posseiros estrangeiros, mas que por sua vez também não tem mais condições de se expandirem devido a vigilância permanente dos órgãos constituídos que deveriam agir mais rápido ao invés de ficarem criando leis paternalistas que já nascem mortas e não eliminam  problemas remanescentes. Partindo-se da premissa que o local trata-se de uma APP, os invasores posseiros deveriam ser enxotados dalí sumariamente, sem direito a reclamação.

De uma maneira geral,  Estas áreas são imensos focos de mata nativa preservadas com sua flora e fauna, constituídos ora de relevo acidentado como morros, hora restingas com seus pântanos rios e lagos, áreas esta delimitadas pela Lei Federal 4771/65 que Institui o Código Florestal Brasileiro, mas que carece de vigilância permanente, pois há que se notar o crescimento demográfico e as consequentes invasões com depredação/degradação das reservas naturais.

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