Páginas

Ilha de Santa Catarina em Capítulos VI.6

CAPÍTULO VI

Áreas de Preservação Permanente

Para Reflexão:

Infelizmente, pela ganância, mais acintosamente pela ignorância, observa-se em alguns pontos, a especulação sobre posse e comercialização de áreas pertinentes as reservas de preservação permanente, assim como o alastramento de residentes, filhos, netos e bisnetos, remanescentes de familias estabelecidas há muitos anos dentro destas áreas.

Por outro lado os órgãos ambientais como IBAMA, FATIMA e FLORAN  nos passam a idéia de que pouco fiscalizam e ou estão apenas a serviço do Ministério Público para cumprir mandatos, quando na verdade deveriam estar fiscalizando, pesquisando, policiando áreas de sua competência, fazendo-se cumprir a lei ambiental que já existe e que é bastante ampla e esclarecedora.

Na Ilha de Santa Catarina, apenas os Manguezais ainda de uma forma geral permanecem intactos, apesar de algumas invasões isoladas, entretanto, é notória a  ocupação indiscriminada de áreas protegidas por leis ambientais como caminho dos Naufragados, onde vários construções de madeira foram efetuadas na trilha próximo a Praia dos Naufragados, e também camufladas entre as dunas.

Outro caso situa-se na Trilha do Poção no Córrego Grande no Início da Trilha, onde há edificação ha menos de 20 metros do riacho adjacente ao início da trilha. Na lagoinha do Leste, existem duas eficações rentes a lagoinha. No Caminho da Costa da Lagoa ao Canto dos Araçás, várias são as edificações de veraneio de donatários, frutos de especulação imobiliária. Na ponta do Sambaqui permitiu-se a moradia de um posseiro que há anos lá habita, disseminando sua prole, e degradando o ambiente.  Na ponta do Leal, instalou-se uma favela sobre as pedras  e cuja Prefeitura sempre fez vistas grossas.

Outro caso acintoso e que o Poder público se viu obrigado a tomar providencias, foi a invasão em massa, da restinga da Lagoa do Perí com a presença de mais de 25 residencias camufladas na  vegetação rente a SC 406 entre Morro das Pedras e Praia da Armação, mas devido a enxurrada de críticas, as casas estão sendo retiradas do local.  O mais absurdo caso, foi a constatação de um ferro velho dentro do parque da Lagoa do Perí.

Para quem ainda continua se mantendo reticente, basta dar uma volta na ilha de Santa Catarina para se observar que a cada dia a ocupação dos morros progride para cima e para os lados, desafiando as altas declividades assim como as restingas e mangues que vão sendo gradativamente destruídos e ocupados, em franca desobediência legal, e talvez por isso mesmo, assistimos o episódio da Moeda Verde que tanto nos constrangeu.

Claro que com o desmatamento das montanhas, da Mata Atlântica, diga-se de passagem, e com o aterramento e ocupação dos mangues, zonas baixas e instáveis, as áreas urbanas perdem a oportunidade de contar com o represamento das águas, e, assim sendo, estas águas ganham mais velocidade e obviamente causam danos à população e a seus bens.  É uma dedução lógica, mas ninguém quer saber de mencionar o assunto, ou com ele se preocupar, a não ser quando ocorrem os deslizamentos, as inundações, as mortes e os prejuízos materiais e ai então passam a alardir, quando a água lhes bate na bunda, aparecem os direitos humanos, e o assistencialismo do governo burro e inerte que não preveneniu.

Mas isto é típico da insanidade do homem que se apossa, surrupia, avança sobre áreas de preservação as vezes já degradadas e pedindo socorro, mas estes “homens” se assim podemos chamá-los se travestem de ecologistas, estes hipócritas, criminosos, ervas daninhas do meio ambiente normalmente fazem de conta que não estão vendo, e acham que nem estão sendo observados, é o caso exemplar do balneário da Daniela, com o assassinato do Mangue do Ratones, na ex restinga do pontal, com invasão indiscriminada ao mangue e depois, pasmem entitularam todas as ruas com o nome de plantas da flora, como, Av das Palmeiras,  das Tulipas, do Jacarandá, das Dálias das Pitangueiras, das Paineiras etc…. selando a nefasta malfeitoria com um tributo à hipocrisia.

Desejar que a Ilha de Santa Catarina não se torne só uma saudade do tipo, Ah! Como era bela e tranquila e aprazível”, depende eminentemente dos políticos e de seu povo. Tudo isso é possível, mas há que se ter um plano diretor sério, que seja obedecido e que não mude na calada da noite e ou nos tapetões, por complacência ou corrupção como é bastante corriqueiro principalmente  nos meios políticos com as trocas de favores e propinas.

Há que se respeitar o Ministério Público, que vem agindo com muito comprometimento e; há de se orientar aos moradores, quer sejam ricos ou pobres, que o futuro da Ilha de Santa Catarina e do meio ambiente e o deles próprios, depende exclusivamente do envolvimento individual assim como das Comunidades Organizadas, Associação de Pescadores e até mesmo das minguadas ONGs ambientalistas existentes.

Depende mais que tudo, da educação, e de se escolher um norte, ou seja, ter uma cidade linda, limpa, saudável, invejável, com muita vegetação e fauna, para nós e nossos filhos viverem com saúde, qualidade de vida, com um turismo sustentável; ou em contrapartida, uma Cancun da vida, repleta de futilidades, só para recepcionar os abonados turistas que não tem nenhuma afinidade de interação com a natureza, que não dão a minima importância para os nativos e residentes, e onde os mesmos turistas vão a procura de suas fantasias legais e ou ilegais, propiciando insegurança e instabilidade, enquanto seus habitantes vivem tristemente acuados nos tugúrios, apenas para atender os caprichos da insanidade dos visitantes em troca de esmolas.

Deixe seu comentario

 

 

 

Se desejar, pode usar tags em HTML

Crie aqui seu avatar para seus comentarios

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>