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Eliseu Padilha mais um gatuno descendo do barco!

O governo de Michel Temer começou a desmoronar já em fevereiro do corrente ano. Isso porque o melhor amigo de Temer, o empresário José Yunes, decidiu delatar o segundo melhor amigo de Temer, que era o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Em entrevista à revista Veja, Yunes afirmou ter sido “mula” de Padilha.

Mula é uma expressão usada no tráfico de drogas. O termo se refere ao indivíduo que, conscientemente ou não, transporta droga em seu corpo, geralmente para outros países.

Yunes, que era assessor especial da presidência da República, foi citado na delação premiada de Claudio Melo Filho, da Odebrecht, e foi forçado a deixar o cargo. Ele foi citado porque R$ 4 milhões dos R$ 11 milhões pedidos por Temer à Odebrecht, em pleno Palácio do Jaburu, teriam sido entregues em seu escritório de advocacia. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira.

Com a entrevista deste em fevereiro, Yunes tenta limpar a sua barra e joga a bomba no colo de Padilha, que se torna insustentável no comando da Casa Civil – a menos que o procurador-geral Rodrigo Janot tivesse se decidido em não denunciá-lo.

Em seguida Temer convida Padilha para assumir o Ministério da Secretaria da Aviação Civil e que nesta segunda feira 22 de maio 17 o mesmo ministro, pede exoneração.

Só pra lembrar àqueles que tem memória curta, Eliseu Padilha mesmo tendo sido escolhido por Temer para seu Ministro, respondia Inquerito 2097 por corrupção passiva.

Fica claro a insustentabilidade do governo, assim de como seus capachos encabidados, e se atentarmos bem para os fatos, parece-nos existir uma conivência muito cristalina e sinistra nesta suruba, entre a camarilha Temer, Odebrecht, JBS, OAS, Andrade & Gutierres, Claudio Melo Filho, Geddel Vieira Lima, Renan Calheiros, Eduardo Cunha e o próprio STF, envolvendo propinas vultuosas, sendo usado como palco, o Palácio do Jaburú, isto nos parece muito claro, visto o excessivo numero de trambiques envolvendo a mais alta cúpula da administração pública e as ações pacíficas e muito brandas do STF esta cambada de museus lerdos com suas togas e suas mentes tão mofadas quanto!

A mais insuspeita opinião sobre a autenticidade de trechos essenciais da gravação feita por Joesley Batista de conversa com Michel Temer foi pronunciada pelo próprio presidente. Em entrevista publicada hoje na ”Folha de S. Paulo e em discurso no sábado, Temer desqualificou audio, mas confirmou as passagens mais comprometedoras.

A entrevista aos repórteres Daniela Lima, Marina Dias e Fábio Zanini é esclarecedora. Temer assinalou ter ouvido ”uma frase dele [Joesley] em que ele dizia ‘Olhe, tenho mantido boa relação com o [Eduardo] Cunha”’. O presidente afirmou ter retrucado ao empresário: “Mantenha isso”

Por que recomendaria ao sócio do conglomerado JBS manter ”boa relação” com um criminoso, ex-presidente da Câmara, encarcerado?

Uma das passagens mais estarrecedoras da conversa foi a confissão de Joesley Batista sobre tentativa de corrupção ou corrupção efetivada de juízes de direito e procurador da República.

É Michel Temer quem endossa o diálogo o diálogo gravado: ”Ele falou que tinha (comprado) dois juizes e um procurador”.

Na entrevista à ”Folha”, Temer aparentou debochar da capacidade de discernimento dos cidadãos.

Em sua defesa, alegou:  ”Ontem mesmo o Eduardo Cunha lançou uma carta em que diz que jamais pediu [dinheiro] a ele [Joesley] e muito menos a mim”.

Os entrevistadores questionaram Temer: ”É moralmente defensável receber tarde da noite, fora da agenda, um empresário que estava sendo investigado?” A resposta: ”Eu nem sabia que ele estava sendo investigado”. Alguém acredita? Se for verdade, o presidente trai condição de incapaz para exercer a função.

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